I came back from the past

23 02 2009

Pessoal…

Depois de férias prá lá de prolongadas,  voltei com um post que será o primeiro de uma série nomeada  top of mind 12″, que vai nos ajudar a relembrar os principais hits lançados em 12″ nas décadas de 70, 80 e 90. Dentro de cada post imagens, capas, links para áudio, vídeos e nomes relevantes do circuito além da história por traz da conquista de cada vinyl… ééé… Naquela época estes discos eram disputados como grama de ouro em serra pelada. Alem do custo altíssimo, cerca de 40 a 60 dólares cada, a importação oficial sofria muitas barreiras e o jeitinho brasileiro da mochila resolvia parte dos problemas. A sacanagem é que poucos DJs da época tinham cacife para fazer as viagens e trazer os lançamentos dos USA, Canadá, Austrália, Alemanha, etc…Como conseqüência estes Djs, abriram suas lojas especializadas em 12″ e equipamentos importados.

Nomes como Iraí Campos, Carlo Dall Anese, Marky, Ricardo Guedes, Vadão, Akeen e outros foram os principais responsáveis pela expansão do mercado e vão aparecer como protagonistas dos apuros que passei para ter em casa um acervo de 350 discos de qualidade.

1irai

…e é claro, para deixar tudo isso bem compartilhado vou usar de toda tecnologia disponível em favor do passado…vamos lá???

top of mind 12″ – Liquid

Um amigo emprestou dinheiro aos gênios Eamon Downes e Shane Heneghan que chegaram ao mercado com o single “Sweet Harmony” em 1990, mas conquistaram o publico Europeu com a música “Time to get up” em 1993 quase que paralela a nossa “bola da vez” … Show me a sign…. um som muito limpo com poucas distorções e vocal suave, um legitimo house music. O som fez parte do Liquid EP lançado em 1991 e teve direito ao seu 12″ em 1992 pela XL Recordings e mixado por Ame and Jezz Wright nos estúdios da Blockhouse na Inglaterra.

Como eu consegui?

A musica ainda não tinha estourado no Brasil, mas os bons ouvidos e o feeling de Carlo Dall Anese , fundador da The B Side – Music Store, uma loja bacana montada no ABC de São Paulo, foram os motivos que me lavaram a guerra… Poucas unidades na loja… Pouco dinheiro naquela semana… A pista sedenta de novidades…

Usei minhas fichas… Eu havia feito um programa de rádio com o Dall Anese, o The B Side Traxx  na Metrô FM a umas duas semanas antes de o disco chegar…é nessa hora que o relacionamento se mostra como a única coisa em que a tecnologia tem poucos poderes… Pedi ao Carlo que guardasse uma unidade para que eu pudesse pagar na semana seguinte e ele respondeu com o ” fica tranqüilo brow”…no dia seguinte o play veio via motoboy e estava lá, comigo, quentinho para tocar na pista no New Night Club, casa em que eu era residente.

A capa:

liquid

O som:

Liquid – Show me a sign

Mais:

http://www.discogs.com/artist/Liquid

http://www.myspace.com/liquiduk


No próximo post a aventura barulhenta atrás de um drum & bass… Valeu!!!





um DJ que toca em 140 caracteres

29 06 2008

Eu sou do tempo das bolachas. Assim eram chamados os LPs (LongPlays), os discos de vinil. Usava uma mesa Numark (equivalente a um MacBook Pro hoje) e um fone sem fio da Koss para andar no mezanino do Reggae Night mais livremente. Na época eu dividia a jornada com Tibor Yuzo, com quem aprendi muito ou quase tudo sobre a arte de mixar, entreter, segurar uma pista e entender melhor o comportamento das pessoas na noite.

Hoje eu aprendo com outro descendente da colônia nipônica aqui no Brasil: Alexandre Inagaki. Editor do blog “Pensar Enlouquece, Pense Nisso”, Inagaki foi finalista dos prêmios iBest (2003, 2004, 2005), vencedor do prêmio internacional The BOBs, promovido pelo portal alemão Deutsche Welle em 2007, e citado em matéria de capa da revista Época como um dos oito “blogs que ditam o rumo da internet nacional”.

Colaborador do blog coletivo Update Or Die, escreve também no blog corporativo da linha de Mp3 players da Samsung e é o editor de Artes do site Nokia WikiTrends. Como jornalista free-lancer, escreve para a revista Rolling Stone Brasil e o Instituto Itaú Cultural.

O que eu aprendi serve para você também. Vamos lá então:

  • Inagaki trocou as velhas pickups dos DJ’s pelo twitter
  • Mais uma trilha sonora ao melhor estilo #LoveSongsRBackAgain: “Build”, o “melô do pa-pa-pa-papel” http://twurl.nl/k7sasl
  • Tá animada a lista de presença do encontro das twitteiras solteiras agitada pelo @correioelegante, hein? http://twurl.nl/sb73jd
  • Steve Martin imita Michael Jackson em Billie Jean: http://ping.fm/vPoh5
  • Maysa cantando “Meu Mundo Caiu” na TV japonesa em 1960: http://twurl.nl/jy8a8d Definitivamente eu amo o YouTube
  • Expandiu a restrição dos alto-falantes para o mundo ouvir abertamente e comentar. Foi além, trocou a dupla projetor e telão pelo Youtube.
  • Substituiu o case do DJ pelo browser.
  • Pelo seu perfil profissional, comenta e sugere músicas, autores e intérpretes com precisão, mostrando o lado certinho desse mundo, em contrapartida ao que ouvimos (intencionalmente) no rádio para nos divertirmos. Importante registrar que gosto e vivo os dois mundos. Zapeio a Energia na Véia da 97 FM todas as manhãs.
  • Para aqueles que curtem música, Inagaki estimula os sentidos ao relatar suas preferências e dicas para os milhares de pessoas que tem como hábito diário trabalhar madrugada adentro, tendo a música como o melhor companheiro.

E por último, peço ao próprio Inagaki que registre aqui suas dicas para quem deseja ouvir música pela web. É isso aí gente, vamos abrir a mente, manter a memória das boas coisas do passado, sem deixar de experimentar as novidades que a web nos oferece. Comente, pergunte, sugira. Esse espaço também é seu!








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