Resistencia – by IG Economia

23 05 2011

Cancelem os obituários…

O burburinho surgiu quando o jornal indiano Business Standard noticiou no fim de abril o fechamento da Godrej & Boyce, a última fabricante de máquinas de datilografia do mundo, de acordo com o periódico. Rapidamente atestou-se o fim de uma era, em um tempo em que as eras têm duração cada vez menor.

Mas as máquinas estão vivas – e a Swintec segura seu estandarte. “Temos recebido muitas ligações desde que a notícia apareceu em TVs, jornais, rádio e internet. Na maioria delas, as pessoas dão um suspiro de alívio ao saber que ainda existimos e que eles ainda podem encontrar nossas máquinas e peças de reposição”, disse Edward Michael, gerente geral da companhia, agora creditada como a última fabricantes de máquinas de escrever do mundo.

A Swintec, de Moonachie, no estado norte-americano de Nova Jersey, não vive apenas dessas máquinas. Seu portfólio inclui, entre outros produtos, caixas registradoras, calculadoras eletrônicas. Mas, com a onda recente de exposição, as máquinas de datilografia se tornaram um bom chamariz. São bem sortidos os destinos ainda possíveis para os modelos da Swintec, diz Michael. “Muitos escritórios, de todos os tipos, ainda têm necessidades que podem ser atendidas pelas máquinas eletrônicas (o tipo feito pela empresa)”, afirma ele. “Há formulários, cartas e memorandos que têm um desenho próprio para as máquinas. Muitos pequenos negócios preferem a máquina de escrever para a rotina de fechamento de caixa e envio de correspondência em vez do computado.  Na lista estão também presidiários. A empresa tem contrato de fornecimento de máquinas de escrever para penitenciárias de 43 estados dos EUA. Para as correspondências dos internos, elas adotam um modelo transparente, que evita o contrabando de drogas e armas para o lado de dentro dos muros.

A companhia não revela seu faturamento. As vendas – que incluem o Brasil – são menores que as de dez anos atrás, mas têm crescido nos últimos dois anos. Isso não permite fazer um novo vaticínio da morte das máquinas de escrever – e, com isso, o ponto final precoce de mais uma era. “É muito difícil prever o que acontecerá em dez ou 25 anos”, filosofa Michael. “Quem sabe que mudanças estão por vir com as mudanças da tecnologia?”

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